Centro de Arte e Cultura J. Inácio passa por reforma e recuperação

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O Centro de Arte e Cultura J. Inácio, localizado na orla de Atalaia, zona Sul da capital, passa por reforma e recuperação de toda parte estrutural. A obra, que começou em dezembro do ano passado, busca corrigir corrosão na estrutura metálica que, devido à localização, sofre com a ação severa da maresia. O valor do investimento é de R$ 916.945,26 e a obra tem a conclusão prevista para o início do segundo semestre deste ano.

A obra realizada pelo Governo do Estado, por meio da Companhia Estadual de Habitação e Obras Públicas (Cehop), envolve a recuperação de toda estrutura metálica, a melhoria na cobertura com telha de alumínio, revisão das esquadrias, revestimentos e construção de depósito. No local, também está sendo feita a pintura nas telhas de alumínio, alvenaria e esquadrias. Outro ponto é a revisão geral das instalações elétricas, hidráulicas e de combate a incêndio.

“A recuperação da estrutura da galeria é fundamental, pois, devido a proximidade da praia, a estrutura tende a danificar mais rápido. A estrutura da galeria é toda metálica em ferro, a telha é de alumínio, com cobertura dupla e telhas termoacústicas e enchimento de poliertan que minimizam gastos com energia, refrigeração e controle de emissões sonoras externas”, explica o diretor técnico da Cehop, Howard Lima.

Importância cultural

“O Centro é um ambiente de escoamento da arte e cultura do nosso estado. Essa galeria é crucial para a diversidade de nossa cultura, pois é um ambiente onde a boa localização leva turistas a conhecer e valorizar nossa cultura”, disse o gestor cultural, Guga Viana.

O local, além de atrativo turístico, é palco de vários eventos e projetos. “No dia de São José, que é o santo dos artesãos, damos início aos festejos juninos sempre com uma programação atrativa na galeria, que no mês de junho recebe muitos turistas. Ainda se destaca a Bênção dos Pães de Santo Antônio, as quadrilhas e tudo isso já começa a ambientar as pessoas no nosso clima junino”, destaca.

Ainda de acordo com o gestor, o Centro realiza também inúmeras atividades em prol da cultura sergipana. “Além de ser palco para feiras culturais exposições, apresentações culturais de escolas estaduais, de artes cênicas, apresentação de quadrilhas juninas, quermesses e tudo que envolve a disseminação da cultura sergipana”, afirmou Guga.

A curadora Sayonara Viana, que já produziu várias exposições de arte no J. Inácio,  destaca a importância do espaço. “É mais um espaço que enaltece a cultura Sergipana, portanto a reforma dele é de extrema importância. Nele, realizamos diversas mostras, como a exposição fotográfica de uma comunidade quilombola, outra exposição que envolveu arquitetos e designer de interiores, que fizeram projetos com artesanatos locais para ambientar locais de forma elegante, valorizando assim nossos artesãos, entre outros”, relata a curadora.

Marcus Azevedo, que já fez parte de uma exposição de peixes chamada “Sergipe Beta Show”, enaltece o ambiente da galeria. “É um dos melhores espaços para arte e cultura do nosso Estado, possui uma área física excelente e tem a facilidade de estar na Orla de Atalaia, que é um ponto turístico, próximo à praia, barzinhos, pousadas e hotéis, o que facilita os turistas a terem acesso a nossa cultura. Na época da nossa exposição a galeria lotava e ficávamos lisonjeados, até porque fazíamos a exposição pela arte, sem fins lucrativos”, expressa Marcus.

O Centro é um ambiente de escoamento da arte e cultura do nosso estado. Essa galeria é crucial para a diversidade de nossa cultura, pois é um ambiente onde a boa localização leva o turista a conhecer e valorizar nossa cultura” disse o produtor cultural, Guga Viana. Ainda de acordo com o produtor, o Centro realiza também inúmeras atividades em prol da cultura sergipana. “Além de ser palco para feiras culturais exposições, apresentações culturais de escolas estaduais, de artes cênicas, apresentação de quadrilhas juninas, quermesses e tudo que envolve a disseminação da cultura sergipana”, afirmou.

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