Em 53 anos CEHOP entrega mais de 50 mil moradias para sergipanos e melhora a infraestrutura de vários setores

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E incentiva melhorias no turismo, cultura, esporte, saúde, educação e segurança pública em todo o estado

Gosto demais e não sairia daqui para morar em outro lugar de jeito nenhum. Aqui tem tudo próximo: colégios, farmácias, padarias, supermercados, posto médico, açougue. Além de tudo, criei vínculos com os meus vizinhos e é muito bom viver aqui”. Rosália Bezerra é categórica na declaração quando se refere ao lugar onde reside há quase 33 anos.

 Inscrita na última etapa para o sorteio de casas feito pelo Governo do Estado, no Conjunto Habitacional Jornalista Orlando Dantas, na Zona Sul de Aracaju, a dona de casa de 68 anos foi contemplada com a casa de número 326, na Rua A-9 e diz que a moradia foi o melhor presente que recebeu do poder público. “Morava de aluguel no Conjunto Eduardo Gomes, em São Cristóvão, e as coisas eram muito difíceis. Logo que ganhei a casa me mudei e foi a nossa sorte, pois, depois que viemos meu marido sofreu um sério problema neurológico, eu tive de me virar sozinha para chefiar a família e criar nossos 3 filhos e não sei como seria a nossa vida se não tivesse recebido essa casa. Fui pagando as prestações que eram muito abaixo do valor do aluguel, já quitei e hoje vivo muito feliz aqui”, afirma.

Assim como Dona Rosália, mais de 55 mil famílias sergipanas tiveram suas vidas modificadas para melhor com a aquisição da casa própria, dessas, quase 21 mil famílias foram beneficiadas só na capital, cujas obras foram executadas pela então Companhia de Habitação Popular de Sergipe (COHAB), que hoje é a Companhia Estadual de Habitação e Obras Públicas, Cehop.

Criada em 26 de abril de 1966, pelo então governador Sebastião Celso de Carvalho, com a finalidade de minimizar o déficit habitacional do Estado e proporcionar a realização do sonho da casa própria às diversas famílias sergipanas com baixa renda, a empresa tem um papel crucial na expansão de novas áreas urbanas na capital e no interior, uma vez que, com a construção dos conjuntos habitacionais em áreas, até então pouco habitadas, possibilitou o desenvolvimento urbano dessas regiões.

Habitação

Dividido em duas etapas, o primeiro conjunto a ser construído pela COHAB foi o Castelo Branco, na Zona Oeste de Aracaju, onde inicialmente 380 famílias foram contempladas e 420, pouco tempo depois. Posteriormente sucederam-se novos complexos em outras áreas, a exemplo do Dom Pedro, Lourival Baptista e Costa e Silva na Zona Oeste, Assis Chateaubriand (Bugio) na Zona Norte, Augusto Franco, Santa Tereza, Orlando Dantas e Leite Neto na Zona Sul, entre outros espalhados pela capital, totalizando 20.595 unidades residenciais.

Um dos primeiros moradores do Conjunto Leite Neto, na Zona Sul, Almir Pereira Federico Neto, 69 anos, relembra a transparência no processo do sorteio das casas. “Não houve discriminação com quem era de fora do estado. Sou baiano e morava aqui desde 1972. Fiz minha inscrição e participei do dia do sorteio juntamente com as outras pessoas. Tive a sorte em ser contemplado e, a partir daquele dia, do ano de 1978, a minha vida mudou completamente”, diz.

O corretor de imóveis, conta que a empresa foi visionária ao construir o conjunto na área até então não habitada. “O acesso mais próximo era a estrada que ficava na Avenida Tancredo Neves. Era tudo sítio e mangue, onde hoje é o shopping, antigamente era uma salineira. Para chegar até a região do centro e da rua da frente, atravessávamos o mangue de barco. Mas, tanto eu quanto a maioria dos moradores acreditávamos no lugar, e de 25 anos para cá, a região tornou-se nobre”, frisa.

Almir destaca a eficiência empregada na construção do conjunto e diz que não pretende mudar-se do local. “A casa era simples, sala, dois quartos, cozinha e banheiro, mas tinha um bom espaço para ampliação. O serviço de drenagem e saneamento foi muito bem feito e, mesmo que várias partes da cidade fiquem intransitáveis em períodos de chuva intensa, o máximo que teremos nas ruas do conjunto são pequenas poças d’água. Aqui morou minha mãe, minha irmã, minha esposa. Tive tristeza, mas, mais alegrias. Esse conjunto marcou e marca a minha vida. Aqui não tem comparação: vizinhança, variadas opções de comércio, é uma dádiva viver aqui! Todo mundo se conhece, tanto é que 60% dos moradores são os mesmos de quando o conjunto foi entregue. Não mudaria daqui de jeito nenhum”, revela.

Além das casas e apartamentos construídos na capital, a companhia também promoveu a expansão urbana em quase todo o Estado. No Território da Grande Aracaju, o desenvolvimento jamais seria o mesmo sem a construção dos conjuntos Eduardo Gomes e Rosa Elze (São Cristóvão), do Complexo Taiçoca: Conjunto Siri, Mutirão, Marcos Freire I e II e Fernando Collor (Nossa Senhora do Socorro) e Lafayete Coutinho e Prisco Viana (Barra dos Coqueiros), o que totaliza 22.162 unidades habitacionais.

O sonho da casa própria também chegou para 13.431 famílias de 40 cidades dos outros sete territórios sergipanos. De Tomar do Geru a Laranjeiras, de Boquim a Canindé de São Francisco, milhares de famílias cuja renda era mínima, conseguiram um lar para chamar de seu, o que, por conseguinte impulsionou o crescimento da maioria delas, a exemplo de Estância, Lagarto, Itabaiana e Simão Dias.

Transformação

Com o intuito de ampliar as ações e atender a uma faixa socioeconômica acima da prevista quando da sua fundação, que era atender apenas às famílias de baixa renda, a companhia passou a construir habitações populares especialmente para as famílias com renda de até três salários mínimos. Para isso, mudou a razão social e a partir de 10 de março de 1982 passou a chamar-se Companhia de Habitação de Sergipe.

 Os projetos habitacionais tiveram continuidade, porém, com a reforma administrativa feita pelo governo, em 09 de abril de 1991, a empresa intensificou ainda mais suas atividades e começou a desenvolver projetos arquitetônicos, urbanísticos e de engenharias de obras públicas, conservação e manutenção do patrimônio e do acervo público, realização de licitação e gerenciamento de contratos, transformando-se então na Companhia Estadual de Habitação e Obras Públicas (Cehop). 

A partir daí, a empresa passou a incorporar a execução de importantes obras públicas em todas as esferas (cultura, educação, esporte e lazer, saúde e segurança pública), atuando como um importante instrumento de gestão para o governo e levando o desenvolvimento e progresso a todo o Estado, uma vez que, com a construção dessas obras, milhares de empregos foram gerados, causando assim um impacto positivo para a economia. 

As diversas obras de infraestrutura não apenas modificaram alguns cenários no Estado, –  a Orla de Aracaju, considerada uma das mais belas e bem equipadas do Brasil, é um dos maiores exemplos, a segunda Rua 24 horas do país (atualmente Rua do Turista), construída no centro da capital. Mas também prédios públicos que proporcionaram uma melhor prestação de serviços à população, como os hospitais regionais de Estância, Lagarto e Propriá, a ampliação do Hospital de Urgência de Sergipe (HUSE) e a construção de diversas clínicas de saúde da família no interior. Na educação, as escolas profissionalizantes de Nossa Senhora das Dores, Nossa Senhora do Socorro e Umbaúba, o Colégio Estadual Dom Luciano Cabral Duarte, em Aracaju, e o novo Parque Tecnológico (Sergipetec). Na economia produtiva foram construídos o Platô de Neópolis e o Perímetro Irrigado Jacaré-Curituba; No esporte, a construção do Ginásio Esportivo de Simão Dias e do Ginásio Poliesportivo, em Itabaiana, e a reinauguração do estádio Presidente Médici, no mesmo município. Na segurança pública, as cadeias públicas, de Estância e Areia Branca, os complexos penitenciários em Aracaju e Areia Branca e delegacias em algumas cidades, além da unidade socioeducativa de internação masculina, em Nossa Senhora do Socorro. Na cultura, a Cehop entregou o Teatro Tobias Barreto, o Espaço Zé Peixe e o Largo da Gente Sergipana. Também construiu a área de lazer e urbanização da Avenida Euclides Figueiredo, no bairro Porto D’anta em Aracaju, entre outras dezenas de intervenções.

Além de construir edificações, a Cehop também se encarrega de preservar o patrimônio histórico e artístico sergipano. Foi por meio da companhia que importantes prédios públicos foram restaurados e devolvidos ao povo, transformando-se em atrações turísticas, porém, conservando-se as características originais em virtude de um minucioso trabalho de restauração.

O Palácio Olímpio Campos, o antigo Colégio Estadual Atheneuzinho, que se transformou no Museu da Gente Sergipana, os mercados Thales Ferraz e Antônio Franco, em Aracaju;  o Quarteirão dos Trapiches, a Igreja do Sagrado Coração de Jesus e mais quatro outros prédios, em Laranjeiras; a Praça São Francisco – que desde agosto de 2010 é Patrimônio Histórico da Humanidade -, bem como duas igrejas, três logradouros, 15 prédios públicos e elementos artísticos de alguns deles, além de imóveis privados, em São Cristóvão, ressaltam a preocupação da empresa em fortalecer a história desses locais e fomentar a ampliação do turismo. 

 Cehop e a valorização do servidor

Cumprindo um papel importante na realização de obras públicas e executando sua missão de colaborar com o desenvolvimento social, cultural e econômico, revitalizações e requalificações dos espaços públicos, a Cehop também é uma empresa que sabe valorizar seus colaboradores, fazendo com que cada um se sinta peça importante da companhia. Com 219 funcionários efetivos entre engenheiros, arquitetos, contadores além de outros profissionais administrativos, ela procura aperfeiçoar seu quadro de pessoal promovendo ações, cursos e treinamentos específicos, orgulhando assim seus servidores.

Há mais de quatro décadas trabalhando na empresa, a contadora Maria Virgínia Silva, só tem a agradecer. “A Cehop é muito importante na minha vida, porque desde que entrei aqui, há 41 anos, eu tive muitos conhecimentos profissionais. Passaram-se vários governos e todos eles preocupados em proporcionar uma boa visão para nós funcionários e ajudar ela a progredir. É uma empresa de respeito e que serve de exemplo e referência para o Estado, mesmo com todas as dificuldades que o país passa, estou muito satisfeita aqui”, declara.

Também servidor antigo, o engenheiro civil, José Silva, relata que, para ele, a empresa foi uma segunda faculdade.  “Entrei em 1982, com dois anos de formado. Tudo que aprendi foi aqui. Aprendi a fazer e analisar projeto, executar e fiscalizar obras, toda a minha vida profissional foi feita nessa instituição. A Cehop continua sendo uma referência no quesito obras, tanto é que vários estagiários de engenharia e arquitetura desejam estagiar aqui”, pontua.

O profissional ressalta a seriedade na atuação da companhia. “A Cehop continua mantendo a mesma base de qualificação e é uma empresa ilibada, o pessoal da CGU, CGE, TCU elogia o nosso trabalho. E um fator importante é que a maioria dos diretores-presidentes são técnicos, engenheiros civis, pessoas que realmente entendem de obras e isso é crucial para o bom andamento das obras públicas”, afirma.

Funcionário de carreira da companhia desde 1988, o atual diretor-presidente, Caetano de Almeida Quaranta Filho, diz que a CEHOP tornou-se a grande responsável por guardar, cuidar e regar o sonho de todos os sergipanos. “Falar da CEHOP é falar da minha vida, da própria história contemporânea de Sergipe, das milhares de habitações construídas, sinônimo da preocupação com o direito à moradia dos nossos cidadãos e das inúmeras obras vitais já realizadas, visando o desenvolvimento do nosso Estado”, ressalta.

 Segundo ele, a existência da empresa é a garantia de um futuro com qualidade de vida para os sergipanos. “O quadro de funcionários, sempre abnegados, é a prova de que a CEHOP não só deixou seu nome marcado no passado, como também será componente inexorável do porvir, através da sua missão, atuando sempre de forma responsável e de braços dados com toda a população sergipana, por meio das tão importantes obras já executas e em andamento, marcadas pelo alto padrão característico ao longo dos anos. Acredito e desejo, de coração, que esses sejam tão somente os primeiros 53 anos de uma quantidade infindável de anos que comporão a história dessa empresa que sempre estará guardada não somente no meu, mas no coração e de todos os sergipanos”, frisa.

Adaptando-se às mudanças tecnológicas, a Cehop tornou-se referência e já foi premiada nacionalmente pela criação do software Orse. Desenvolvido há 15 anos pela companhia, o Sistema Estadual de Registro de Preços para Obras e Serviços de Engenharia, cuja finalidade é disponibilizar acesso fácil e rápido das informações para a comunidade científica, empresarial, técnica e órgãos de controle, é utilizado em todo o país, servindo de parâmetro para secretarias de obras e no ramo da construção civil, sendo ainda tema de debates em diversos cursos de arquitetura, urbanismo e engenharia civil de todo país.         

No ano em que completa 53 anos de atuação, a Cehop se solidifica como um importante marco de desenvolvimento para o estado, com as suas grandes obras públicas que servem à população, e se projeta para o futuro, como símbolo de eficiência na contratação de projetos e execução de obras.

Para o Secretário da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade, Sedurbs, instituição à qual a Cehop é vinculada, Ubirajara Barreto, a companhia não mais possui o foco inicial, porém, continua atuando com a mesma agilidade no gerenciamento de obras no Estado. “No passado, a CEHOP teve uma importância fundamental para a amortização do déficit habitacional, com a construção de milhares de casas em todo o Estado. Essa realidade mudou de uns tempos para cá. Hoje é uma empresa de elaboração, confecção de termos de referência para contratação de projetos mais dificultosos, contratação e fiscalização de projetos através de convênios entre diversas secretarias e continuará voltada para o desenvolvimento dessas ações. E traçou um papel fundamental na construção da infraestrutura de todas as áreas do governo de Sergipe, deixando seu nome marcado na história do Estado”, enfatiza.

 

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